pelo Dr Ian Clarke.
Muitos programas de trabalho sobre a AIDS/SIDA envolvem a comunidade. Mas apesar dos programas trabalharem na comunidade, ela pode não se sentir envolvida. Há uma tremenda diferença entre algo que está localizado na comunidade e algo que é controlado pela comunidade.
Localizado na Comunidade: Localizado na comunidade mas na verdade controlado por pessoas de fora.
Controlado pela Comunidade: A maioria das idéias e o controle vem da comunidade.
Uma boa maneira para se entender se há uma participação real da comunidade é perguntar: ‘Este projeto continuará sem o apoio externo?’
No caso da AIDS/SIDA, a participação da comunidade é muito importante. A prevenção da propagação da AIDS/SIDA só será feita quando as pessoas mudarem seu comportamento. No entanto, as pessoas são todas parte de suas comunidades. A comunidade afeta o seu comportamento. É muito difícil para uma pessoa mudar seu comportamento se a comunidade espera um tipo diferente de comportamento.
Informações sobre a AIDS/SIDA podem ser obtidas facilmente hoje em dia, mas muitas comunidades não sabem o que fazer com estas informações. Elas não conseguem ver como seus valores e estilos de vida, aceites por todos, afetam o alastramento da AIDS/SIDA. Elas não conseguem ver como esta nova informação pode causar uma diferença em suas vidas. Elas ainda não vêem como mudar seu comportamento.
Primeiro, motive a comunidade a aprender mais sobre si mesma. Quando as pessoas começam a discutir juntas sobre AIDS/SIDA, elas começam a avaliar os efeitos da AIDS/SIDA sobre elas. Elas começam a compreender como os seus valores locais e comportamento afetam a situação da AIDS/SIDA. As pessoas de fora da comunidade precisam entender os valores da comunidade e aprender sobre a razão certos tipos de comportamento são aceites. Isto só pode acontecer quando os que são de fora da comunidade ouvem os que são da comunidade. Não é fácil organizar oportunidades para as pessoas se encontrarem e conversarem abertamente. Isto requer certa compreensão de como a comunidade funciona e o entusiasmo para se continuar a motivar as pessoas a levarem suas discussões adiante.
O próximo passo é prover oportunidades para que os líderes da comunidade falem sobre a AIDS/SIDA e o que está acontecendo em suas comunidades. Quando as pessoas téem a oportunidade de lidar com abandonar as respostas que achavam serem ‘corretas’ e trabalharem suas próprias respostas ao problema. Quando isto acontece, pessoas de fora da comunidade podem ser úteis oferecendo ajuda e apoio. Elas vão precisar de recursos e apoio para manter seu entusiasmo e desenvolver suas idéias.
Em muitos países as igrejas têm um um papel importante em tudo isto. Elas são parte da comunidade local. Elas podem mostrar um estilo de vida alternativo e podem demonstrar amor, aceitação e apoio aos pacientes com AIDS/SIDA. Pessoas com AIDS/SIDA ou com a infecção pelo HIV não são necessariamente pessoas ‘ruins’. Elas não são responsáveis por esta epidemia. Devido às pessoas frequentemente se sentirem culpadas, elas tentam esconder sua situação. A Igreja pode mostrar o caminho da aceitação. Os pacientes com AIDS/SIDA não terão que se esconder se existirem pessoas que as amem e as apoiem.
Leva muito tempo para que atitudes e prioridades mudem dentro das comunidades. Quando esta mudança acontece, há um grande impacto nas pessoas. Quando nossas comunidades se responsabilizarem pela situação da AIDS/SIDA e encontrarem suas próprias respostas, veremos mudanças no comportamento das pessoas, algo que desejamos muito.
O Dr Ian Clarke trabalhou por muitos anos como missionário da CMS em Uganda, implantando o Hospital Kiwoko.