Teste de pureza da água.
Gostamos muito da Passo a Passo pois ela fornece-nos muitas informações úteis. Trabalhamos na provisão de abastecimento de água em zonas rurais. Temos um problema em testar a água antes de proceder com a perfuração de poços e não temos acesso a maquinas grandes e caras. A água será suficientemente limpa para ser bebida? Algum leitor da Passo a Passo tem idéias de métodos simples para testar a água de maneira fácil e barata no local?
Tirtha Bdr Raya Chhetri, Programa de Desenvolvimento Rural da UMN, Ollaka 6, K Okhaldhunga, PO Box 126, Kathmandu, Nepal.
Casamento de crianças
Li a edição da Passo a Passo sobre a saúde da mulher e isto incentivou-me a escrever sobre a condição das mulheres nepalesas em zonas rurais.
A prática de casamentos precoces tornouse costume a partir de 200 AC, incentivada por leis hindus antigas. Acreditava-se que os pais ou tutores de uma menina que chegava à puberdade antes do casamento iriam para o inferno. O casamento de crianças tornou-se um costume – às vezes até mesmo o casamento de crianças nos primeiros anos de vida. Casamentos aos 6 ou 7 anos de idade ainda acontecem em algumas zonas rurais. Os hindus ortodoxos acreditam que se uma filha for dada em casamento antes de sua primeira menstruação ela é virgem e eles receberão crédito dos deuses. Esta prática ainda é comum, especialmente entre os grupos étnicos Bhahun e Chhetri, com uma esperança definitiva de que o casal prove a sua fertilidade logo que possível. Haverá pressões para que se tenha gestações frequentes e não espaçadas até que um filho sadio venha a nascer. Com frequência, é necessário mais de um filho para garantir que pelo menos um sobreviva até a idade adulta.
Uma pequena pesquisa em uma aldeia nas colinas centrais do Nepal mostrou que 40% das mulheres se casaram antes de atingirem a puberdade. Metade das mulheres tinham sofrido problemas durante a gravidez e o parto; 14% tinham tido um aborto; 12% tinham dado à luz bebés natimortos e 16% tinham sofrido um prolapso do útero.
Os níveis de alfabetização são baixos – 80% das mulheres nepalesas são analfabetas. A educação de meninos recebe prioridade sobre a educação de suas irmãs. A posição social das meninas e mulheres permanece baixa. A sua baixa auto-estima produz poucas perspectivas e uma atitude fatalista para com a vida. Uma mulher, por exemplo, pode não acreditar que ela pode limitar o tamanho de sua família e submete-se ao encargo de um parto por ano. A educação pode mudar estas perspectivas. Ela pode permitir uma mulher a controlar a sua própria fertilidade, orientar como ela pode espaçar o nascimento de seus filhos e aumentar as probabilidades de toda a sua família sobreviver. Ela pode reconhecer os problemas quando eles surgirem e procurar soluções apropriadas.
Kunti Tiwaree, c/o Sunita Shakya, Health Development Project, PO Box 1535, Kathmandu, Nepal.
Atônito!
Sou um alfabetizador de adultos que trabalha com um grupo de 35 moças que não tiveram a oportunidade de serem educadas numa escola. Recebemos a edição da Passo a Passo sobre a saúde da mulher e conversei com o grupo sobre o ciclo regular de menstruação. Eu também conversei com elas sobre como devem lavar e guardar os panos que usam, como cuidar de si próprias durante a menstruação, tabus durante a menstruação e como procurar ajuda médica, caso seja necessário.
Na verdade, Editora, o grupo ficou atônito e todo o medo que elas tinham foi removido de suas mentes. Elas agora entendem que a menstruação é algo completamente normal. Muito obrigado.
Biasaki Nzola, Alphabetiseur, Diocese Anglican du Nord-Kivu, Beni-Zaire.
Uma questão de prioridades
A edição sobre a saude da mulher é, em minha opinião como homem, uma das melhores há um bom tempo – apesar de gostarmos de todas as edições, porque elas desafiam os leitores cristãos directamente. Tive a amarga experiência de que em muitas sociedades onde morei em África e na Índia os cristãos acreditam que discutir sobre sexualidade não é apenas vergonhoso mas também não cristão. Gostaria de pedir que vocês planeassem uma edição de continuação a esta.
Eu achei o artigo do Dr Arrowsmith sobre fístula obstétrica muito comovente e esclarecedor. Os governos – no mundo desenvolvido e em desenvolvimento – acreditam que precisam de gastar mais em armamentos do que em cuidados médicos. Não é sempre verdade que os países não têm condições de ter bons serviços médicos. É uma questão de prioridades.
Nós acreditamos sinceramente que uma mulher com uma fístula obstétrica é vista socialmente da mesma maneira que os leprosos foram (e continuam sendo) vistos em muitas comunidades. Apesar de ser ainda correcto apoiar trabalhos de apoio a leprosos, é mais difícil obter apoio para trabalhos com pacientes com fístulas. Você pode usar fotos persuasivas de leprosos – mas não pode usar fotos de fístulas. A comunidade cristã tem sido um dos maiores patrocinadores de mudanças na área de saúde. Ainda vemos milhares de hospitais cristãos nos países em desenvolvimento. O apoio deles – e dos cristãos no hemisfério norte – para este trabalho é vital.
Em seu ministério de cura, Jesus atendeu às necessidades de mulheres com problemas crónicos relacionados com a sexualidade. Se não dermos prioridade ao treinamento na área da cirurgia corretiva de fístulas e não fornecermos atendimento hospitalar gratuito a estas mulheres – não seguiremos o exemplo que Jesus nos deu.
Dr P Paul, New Hope Rural Leprosy Trust, Post Bag 1, Muniguda, Rayagada District, Orissa, India 765 020.
EDITORA O ‘New Hope Trust’ (Fundação Nova Esperança) tem disponíveis alguns materiais para discussão sobre excisão e fístulas obstétricas.
Materiais para treinamento
A Passo a Passo é para nós uma fonte de muitas ideias novas. Ela sempre nos faz lembrar coisas sobre as quais deveríamos estar prestando atenção – ex. excisão. Felizmente, no nosso país as autoridades e igrejas reagiram enérgicamente contra esta prática e ela só ocorre em certas áreas.
Acabamos de organizar uma sessão de treinamento para os nossos monitores responsáveis por viveiros de plantas. Usamos assuntos abordados pela Passo a Passo – transplante, técnicas de cultivo de plantas e os estudos bíblicos – e ficamos muito satisfeitos!
Jean-Claude Bokoula, CFAE, BP 7, Alindad, Central African Republic.