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Editorial

Isabel Carter.

O centro desta edição diz respeito a uma participação real – valorizando a contribuição de cada indivíduo e garantindo que cada pessoa tenha a oportunidade de compartilhar suas idéias. Com demasiada frequência, ‘especialistas’ de fora pensam que possuem as respostas às questões de desenvolvimento. Com demasiada frequência as pessoas locais (que podem ter escutado durante décadas que os seus conhecimentos são inadequados) aceitam que somente especialistas de fora podem solucionar seus problemas. Desenvolvimento sustentável genuíno só pode vir de ações comunitárias – iniciadas e continuadas pela própria comunidade. Muitas coisas impressionantes podem ser alcançadas com financiamento e especialistas externos mas – assim como o exemplo da bomba manual – será que vão durar após a ajuda de fora terminar? Infelizmente, os benefícios podem rapidamente terminar, a menos que a comunidade seja dona dos mesmos.

Pode-se incentivar que se dêem oportunidades para cada pessoa compartilhar seus conhecimentos e compreensão sobre a sua própria situação através de uma série de métodos conhecidos hoje em dia como Aprendizagem e Ação Participativa (AAP). Nesta edição compartilhamos informações sobre alguns dos métodos mais comumente usados. Os exercícios de AAP foram originalmente usados com agricultores. Mais tarde, percebeu-se sua utilidade para todos os tipos de trabalhos com comunidades. Os exercícios são agora usados para ajudar no planejamento do trabalho de saúde, programas de saneamento, projetos de desenvolvimento comunitário – envolvendo comunidades com uma participação completa.

Participar em exercícios de AAP é geralmente muito agradável. No entanto, eles só funcionam se qualquer ‘especialista’ externo envolvido acreditar sinceramente que as pessoas locais têm as respostas aos seus próprios problemas. As ‘pessoas de fora’ precisam fazer bem as suas preparações e planos para criarem um ambiente adequado para os exercícios. Uma vez que estes tenham sido iniciados, as pessoas de fora precisam se sentar e, como Maclean Sosono escreveu, ter ‘grandes ouvidos para escutar, grandes olhos para ver e uma pequena boca para falar’.

Durante anos estes exercícios foram conhecidos por vários termos – ARR: Avaliação Rural Rápida, ARP: Avaliação Rural Participativa, etc. De preferência, os exercícios participativos devem levar às ações dentro da comunidade e não serem simplesmente um meio de obter informações que as pessoas de fora levam embora. Devido a isto, o termo mais recente é AAP – participação e aprendizagem que levam à ação.

 

This page was last updated on 06 December 2005