Bons conselhos
A nossa organização, a AJD, tem por objetivo incentivar iniciativas para melhorar a situação socioeconômica para as pessoas vulneráveis e oprimidas, respeitando, ao mesmo tempo, as questões ambientais.
Usamos muitos conselhos provenientes das suas publicações. Como resultado, estamos vendo muitas mudanças. Em alguns povoados, os homens que costumavam ser hostis à idéia de comer legumes, agora gostam deles. Hoje em dia, podem-se ver hortas prósperas neste povoado. A subnutrição resultante de muitos anos de guerra e conflito armado está agora diminuindo. A criação de pequenos animais, como porcos-da-índia, coelhos, aves e porcos, também melhorou a nutrição, assim como as finanças das famílias.
O roubo, os incêndios propositados e a violência trouxeram pobreza para muitas mulheres rurais. O incentivo às micro-empresas e aos pequenos negócios tem sido muito importante. Cento e cinqüenta grupos receberam treinamento e apoio.
A terceira área pela qual agradecemos é a vossa ajuda com as pessoas que sofrem violência sexual e são portadoras do HIV (VIH). Os estudos bíblicos, juntamente com os testemunhos das pessoas na Passo a Passo, são uma grande ajuda para nós.
Por favor, aceitem a nossa mais sincera gratidão. Os membros do grupo de Mabula e Kalehe estão lhes enviando metade do lucro da venda do seu primeiro galo para lhes agradecer pelas vossas publicações!
Seth Claude Bashiga, AJD (Action, Jeunesse et Développement), Bukavu, South-Kivu, República Democrática do Congo E-mail: actionjd97@yahoo.fr
Apoio a crianças com epilepsia
Na nossa região de Camarões, foram registrados cerca de 1.200 casos de epilepsia. A maioria dos casos são crianças com menos de 15 anos de idade. Nossas pesquisas mostram que muitas morrem por afogamento, queimaduras sérias ou sufocamento, como conseqüência dos ataques epiléticos.
Os pais ou guardiões não sabem o que é o ataque epilético. As crianças com epilepsia não podem freqüentar a escola devido ao preconceito. As pessoas da região acreditam em muitos mitos sobre a epilepsia, e os epiléticos são vistos como loucos. As crianças epiléticas são, muitas vezes, negligenciadas, subnutridas e sujas. Esta situação fica ainda pior, devido à falta de atendimento médico. Há apenas um neurologista, sediado em Bamenda, para a nossa província inteira, com uma população de cerca de 3 milhões de pessoas.
A nossa organização, a Global Welfare Association, está procurando ensinar as pessoas a compreenderem sobre a epilepsia e a oferecerem primeiros socorros básicos para os ataques epiléticos. Algum dos leitores poderia nos ajudar com mais idéias para auxiliar estas crianças e lidar com a epilepsia?
Jamils Richard Achunji Anguaseh, Global Welfare Association, PO Box 5, Teze, Camarões E-mail: glowa_cameroon@yahoo.co.uk
Pesticida útil
Aqui está uma receita de pesticida útil e simples, feito com folhas de nim, que funciona com a maioria dos insetos na nossa região, inclusive os gafanhotos e os besouros.
- Pegue num recipiente de 20 litros e encha-o com folhas frescas de nim. Encha com água até cobrir as folhas e deixe de molho por 4–6 dias.
- Filtre o líquido com um tecido, passando-o para um recipiente limpo. Acrescente 50ml de querosene e 50ml de sabão líquido (pode-se usar sabão ralado e deixá-lo de molho na água).
- Borrife as plantas, inclusive a parte de baixo das folhas, sempre que houver insetos. Se você não tiver um borrifador, ou se o bico da garrafa entupir com freqüência, mergulhe um feixe de folhas ou capim no balde e sacuda-o sobre as plantas. Lave-se bem depois disto.
Em troca, alguém poderia ajudar com idéias de alguma substância que possa ser borrifada nas árvores, para evitar que os camelos, os burros, as cabras e o gado as comam?
Dawn Goebbels, BP 55, Abeche, Chade E-mail: dawntama@hotmail.com
EDITORA Os pesticidas naturais são venenosos. Use sacos de plástico sobre as mãos e lave a pele e a roupa depois de usá-los. Espere uma semana antes de comer os legumes borrifados com os pesticidas.
Bicho-de-pé
Algum tempo atrás, um leitor da Passo a Passo pediu ajuda para lidar com os “bichos-de-pé”. Estes são conhecidos por muitos nomes diferentes, como espinho-de-bananeira, bicho-de-porco, pulga-da-areia, bitacaia ou matacanha. Nos seres humanos, estas bichos são geralmente encontradas nos pés. Eles se alojam sem causar dor e podem crescer até ficarem do tamanho de uma ervilha ou um pequeno feijão. Eles são como uma mancha branca, com um pontinho preto – que é a abertura por onde respiram. Os ovos também são passados por esta abertura. No final, a bicho morre. Uma mordida pode causar poucos problemas, mas, às vezes, as pessoas podem ter várias mordidas, causando muita dor, coceira e infecção.
A vaselina e os óleos podem bloquear o buraco para respiração, forçando o bicho-de-pé a sair. Uma outra alternativa é usar uma agulha esterilizada no fogo para extrair cuidadosamente o bicho. O ferimento deve, então, ser desinfetado e coberto até cicatrizar. No entanto, é realmente importante extrair o bicho-de-pé inteiro, caso contrário pode haver uma infecção séria.
A prevenção mais eficaz é usar calçados, por mais simples que sejam. Não se deve permitir que os animais entrem dentro das casas com piso de terra batida. Os locais onde os animais ficam também podem ser tratados com pesticidas recomendados.
Dr. Earle Goodman, PO Box 166, Turbeville, SC 29162, EUA
Aumentando a conscientização sobre a AIDS/SIDA
A Inter-Actions é uma ONG que trabalha em rede com mais de 50 associações envolvidas nas áreas da agricultura, da criação de peixes e do desenvolvimento rural.
Nas áreas rurais, os idosos são freqüentemente ameaçados e acusados de causar a morte de algum jovem. Sabemos que a pessoa morreu de AIDS/SIDA. Entre-tanto, nas áreas rurais daqui, as pessoas possuem pouco ou nenhum acesso aos meios de comunicação, o que significa que a maioria delas ainda ignoram a ameaça da AIDS/SIDA. Realizamos uma pesquisa este ano com escolares e descobrimos que mais de 60% deles não acreditavam que a AIDS/SIDA existia.
A nossa ONG treinou 30 animadores, membros de nossas diferentes associações, os quais realizam atividades de conscientização. No entanto, numa região tão grande, 30 pessoas não são o suficiente. Eles também encontram uma certa resistência entre os jovens quanto a aceitarem que a AIDS/SIDA seja real.
Estamos procurando estabelecer Clubes Anti-Aids nas escolas secundárias e em estabelecimentos de ensino superior aqui, tendo como alvo quase 70.000 estudantes. Esperamos incentivá-los a assumirem a responsabilidade pelo combate ao HIV/VIH e à AIDS/SIDA. Isto poderia ajudar os jovens a mudarem seu comportamento. Esperamos treinar 200 educadores de igual para igual para administrarem estes clubes e gostaríamos de manter contato com outras organizações para obter conselhos, experiência, apoio e parceria.
Valentin Vangi Ndngi, Inter-Actions, BP 122, Tshela, República Democrática do Congo E-mail: vangivalentin@yahoo.fr
Abuso de drogas
A melhor maneira de se lidar com um problema é reconhecer que ele existe e conversar sobre ele abertamente. Calcula-se que 200 milhões de pessoas no mundo usem drogas ilegais.
Os efeitos do abuso de drogas vão muito mais além do bem-estar dos indivíduos em questão. Eles destroem as nossas sociedades, causando crime, propagando doenças como o HIV/VIH e a AIDS/SIDA e matando nossos jovens e nosso futuro.
Mais de 100 países já anunciaram que o HIV/VIH está se propagando entre os usuários de drogas, especialmente na Ásia, na América Latina, na Europa e na América do Norte. Muitos usuários de drogas também possuem parceiros ou parceiras sexuais, as quais podem ser mães tentando proteger seus filhos contra a infecção do HIV/VIH. Em muitos lugares, o trabalho sexual e o uso de drogas ocorrem juntos.
Portanto, devemos tentar combater o uso das drogas. Os jovens, em particular, devem ser o alvo e devem ser ensinados. Devemos facilitar para que as pessoas recebam tratamento para o abuso de drogas. Isto pode melhorar a qualidade de vida para os que possuem um histórico de abuso de drogas e permite que transmitamos mensagens sobre a prevenção e os cuidados. Em terceiro lugar, deveria haver estratégias eficazes para trazer os usuários de drogas para um programa preventivo, que possa oferecer proteção a eles, a seus parceiros e parceiras e a suas famílias contra o HIV/VIH.
As nossas atitudes negativas e a nossa rejeição das pessoas com problemas de drogas tornam as pessoas ainda mais vulneráveis ao HIV/VIH, além de tornar mais difícil chegar até elas. Portanto, falemos sobre as drogas e não deixemos que este se torne um assunto tabu como a AIDS/SIDA. Façamos, todos nós, a nossa parte.
Erasthon Bengehya, CECL (Centre d’encadrement des captifs libérés), BP 384, Cyangugu Ruanda E-mail: acdvi_cecl@yahoo.fr
Recursos na língua local
A Tearfund acredita que ajudar as pessoas a terem acesso a informações práticas e úteis em sua própria língua as empodera para fazerem mudanças positivas e duradouras em suas comunidades. Os guias PILARES são livros elaborados para grupos comunitários e são fáceis de traduzir para diferentes línguas. Eles examinam questões sobre a saúde, a agricultura, pequenas empresas e a mobilização comunitária. Os guias visam desenvolver a capacidade de pequenos grupos para gerirem a mudança e melhorarem suas vidas.
O design (desenho) e o layout (montagem) destes livros incentivam a discussão participativa. Um membro alfabetizado do grupo pode atuar como facilitador, compartilhando as informações do livro e liderando a discussão com as perguntas fornecidas. O facilitador pode incentivar o grupo a usar seus próprios conhecimentos e idéias, ajudando-o a adaptá-las e a aplicar as novas informações.
Os guias PILARES podem ser adaptados para o contexto local e traduzidos para as línguas locais. Eles estão agora disponíveis em cerca de 30 línguas diferentes, inclusive hindi, yoruba, português, tailandês e mooré.
Para obter mais informações sobre as línguas disponíveis, consulte www.tilz.info/português/pilares