Desenvolvendo a resiliência

As duas principais coisas específicas a lembrar ao se montar um programa de desenvolvimento de resiliência são a integração e a incerteza.

  1. Integração. Os programas de resiliência não devem se concentrar apenas numa categoria de choque ou estresse (tais como desastres naturais, preços altos de alimentos, mudança climática ou conflito). Ao invés disso, precisamos elaborar uma resposta holística que lide com os choques e estresses mais significativos juntos. Clique aqui (PDF 67 KB) para ver algumas ideias práticas sobre como fazer isso.
  2. Incerteza. Os programas de resiliência devem ajudar as pessoas a se prepararem para riscos imprevisíveis e desconhecidos – não apenas os riscos que podemos prever com base no que ocorreu no passado. Clique aqui (PDF 59 KB) para ver algumas ideias práticas sobre como fazer isso.

Além disso, alguns aspectos da boa prática em desenvolvimento sustentável em geral são especialmente importantes para a montagem de programas de resiliência: 

  • Um foco no fortalecimento/desenvolvimento de instituições comunitárias. Quando falamos em instituições, queremos dizer tanto as organizações comunitárias (por exemplo: conselhos de líderes, igrejas, grupos de agricultores) quanto as "regras do jogo" de acordo com as quais elas operam (por exemplo: como os líderes são escolhidos, como os recursos são compartilhados). São necessárias instituições fortes para, por exemplo, tomar decisões e agir em conjunto, gerir recursos comuns e experimentar e aprender – atividades estas que são vitais para a resiliência.
  • Uma compreensão profunda de todas as estratégias de meios de vida disponíveis na área – isto é, como as pessoas usam os ativos disponíveis para obter alimentos, renda e outras necessidades. As pessoas resilientes possuem estratégias de meios de vida diversas, flexíveis e ecologicamente sustentáveis.